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Como viverei sem o seu amor?

Você é a paz que eu preciso  O  brilho nos teus olhos — meu abrigo Seu sorriso dá sentido à minha vida  Tua voz — alento da minha alma Teu calor me mantém forte  Quando estamos, somos luz e tempestade Nos teus braços, encontro razão pra existir Fica comigo — não se despeça Você é minha fortaleza,  O sol da manhã, a luz da aurora    Se o rio levar — sigo contigo Se o vento soprar — sigo em pé Pois no teu amor, sou inteiro Na tua presença — sou livre

A vida e seus mistérios

Guarda segredos em seu silêncio, Tecidos em tramas que a mente não alcança. Mas não é assim tão difícil — Basta um sorriso simples, Uma caminhada sem pressa, O brilho suave do sol ao se pôr, E o perfume calmo dos jardins em flor. A felicidade não reside em grandes eventos, Mas na leveza que veste o cotidiano. Por isso, mergulhemos intensos no instante, Pois o tempo não se dobra ao nosso desejo, Nem os caprichos do futuro nos pertencem. O hoje é um chão firme, uma certeza; O amanhã, um sussurro de esperança e dúvida. Se deixarmos para depois, Talvez o momento se perca — E seja tarde demais para abraçar o agora.

Vem Ser Meu Destino!?

 Percorro a estrada, moto acelerada, em busca de emoção, Chego à cidade, sem nome ou passado — pura ilusão. Dobro a esquina, e ali, teu sorriso: visão divina, Encaro teu olhar... e a razão se desencaminha. Sobe na garupa, assume a direção, faz do mundo teu chão. Seja ousada, vire vilã, mas não partas, não. Sente o meu calor, escuta o meu clamor, Vem, por favor... Vem ser meu destino!?

Soneto do Ser e do Nada

  Epígrafe   “O destino não é o que nos espera, mas o que nos constrói — sem nos consultar.” – Anderson Räder       Dedicatória:   A todos os que ousam pensar além do conforto, e encontram, no silêncio do mundo, a honestidade de uma pergunta sem resposta.       Epílogo — O Eco do Ser       Busquei sentido e vi que não havia: nem mão de Deus, nem sopro do universo. A vida é só um ato sem poesia, um gesto cego escrito em rascunho inverso.   Mas mesmo assim — insisto, dia a dia, em caminhar num tempo tão disperso. Pois se não há razão, há melodia no som da dor que canta em tom diverso.   O ser não quer resposta: quer presença. Quer ter no caos um nome a ecoar. E se não há final que nos compensa,   há dignidade em simplesmente estar. Não sei por que respiro essa sentença, mas sou o eco que insiste em perguntar.         I - O Destino e o Nada     ...

Insanidade da Vida

Sombrio e pusilânime,   Onde viver é um mistério esquecido.   Buscam prazeres   Fúteis e efêmeros,   Como sombras que se dissipam ao amanhecer.   Patéticos e insanos,   Criam regras que jamais seguirão.   Os outros são sempre culpados,   Enquanto eles se erguem   Como guardiões da moral e dos bons costumes.   O respeito é uma miragem,   Impondo ilusões como verdades absolutas.   Desprezíveis e sem brilho,   Pregam paz e amor,   Mas semeiam ódio e indiferença   Com uma arrogância infinita.  

A Conta da Ilusão

  Sentada à mesa da fantasia,  Busca-se o príncipe, mas não a companhia.  Alguém que surja com ilusões,  Enquanto a razão repousa em porões.    Ao sair, é o cardápio que importa,  Brilhando com promessas douradas à porta.  E no cinema? Não é a história que brilha,  Mas o bilhete que premia a maravilha.    Rosas de plástico enfeitam o chão,  Pagas com notas de pura ilusão.  Mas eis que a razão levanta a mão,  Enquanto a ilusão dança sobre a emoção.    Será o afeto o desfile dos sonhos vazios?  Se for isso, prefiro os ventos frios.  Pois é melhor a solidão sincera,  Do que um amor que a alma não espera.

Entre Abacaxi, Halls e Sorrisos

 Definitivamente, sexta-feira, depois das 18h, não é para ter vontade de tomar chá de abacaxi. Quem tiver essa vontade... É melhor deixar para outro dia. Como dizia a minha avó, vontade é algo que vem e passa. Até hoje, não consegui aplicar esse ensinamento, e foi por isso que cometi o erro de comprar abacaxi depois do expediente. A criatividade do brasileiro é algo inexplicável, otimista e transcende quase tudo, menos a falta de habilidade em votar. Um abacaxi, uma bala Halls preta e um fim de semana nos dão autoestima, melhoram nossa vida e regozijam a alma. Por isso, há uma banca de jornal vendendo Halls preta tarde da noite, próxima a um barzinho. Só acho que os barzinhos deveriam finalizar qualquer pedido feito na sexta e no sábado com abacaxi. Mas, se o seu objetivo não for aproveitar o fim de semana... é melhor não comprar. Não importa quem ou onde, sempre que alguém compra abacaxi e Halls preta nesse período, é sucesso garantido. Todos irão comentar: Hoje tem! A noite prome...

Conversando com Minh'alma

Escrevo poesia para conversar com minh'alma. Seja fúria, cólera, depressão... Seja alegria, entusiasmo, paixão... Tudo depende do momento, da inspiração: uma música, um dia bom, uma desilusão... Não há regras. Com métrica ou sem, pode ter rimas... por quê? Em verso ou em prosa, isso não importa. É o momento de estar comigo, de brincar com as letras.

O Avião Sumiu, mas o Lanche Salvou

Toda viagem tem sua história, e a minha não poderia ser diferente. O aeroporto não é exatamente um lugar rico em histórias, mas aquele dia… foi especial. Alguém acordou com uma vontade louca de fazer uma pegadinha, e deu certo. Mudar um simples portão de embarque é capaz de transformar o destino das pessoas, ou pelo menos fazê-las acreditar que mudou. Aquele aeroporto nunca mais será o mesmo. Era uma tarde ensolarada, com céu azul e um vento gostoso, típico de praia. O piloto se dirigiu ao portão de embarque e, ao chegar, percebeu que algo havia mudado: o voo seria no extremo oposto do que de costume. Ao encontrar a tripulação, trocaram algumas informações incompreensíveis e, no fim, contaram uma piada, relaxando todos. Depois da conversa, o piloto reparou que a aeronave não estava no portão. Então, ele perguntou ao atendente: • Cadê o avião? E o atendente respondeu: • Avião? Que avião? A resposta levou o piloto a outra dimensão. Como voar sem uma aeronave? Como levar aquelas p...