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A Conta da Ilusão

 Sentada à mesa da fantasia, 

Busca-se o príncipe, mas não a companhia. 

Alguém que surja com ilusões, 

Enquanto a razão repousa em porões. 

 

Ao sair, é o cardápio que importa, 

Brilhando com promessas douradas à porta. 

E no cinema? Não é a história que brilha, 

Mas o bilhete que premia a maravilha. 

 

Rosas de plástico enfeitam o chão, 

Pagas com notas de pura ilusão. 

Mas eis que a razão levanta a mão, 

Enquanto a ilusão dança sobre a emoção. 

 

Será o afeto o desfile dos sonhos vazios? 

Se for isso, prefiro os ventos frios. 

Pois é melhor a solidão sincera, 

Do que um amor que a alma não espera.


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