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Insanidade da Vida

Sombrio e pusilânime,   Onde viver é um mistério esquecido.   Buscam prazeres   Fúteis e efêmeros,   Como sombras que se dissipam ao amanhecer.   Patéticos e insanos,   Criam regras que jamais seguirão.   Os outros são sempre culpados,   Enquanto eles se erguem   Como guardiões da moral e dos bons costumes.   O respeito é uma miragem,   Impondo ilusões como verdades absolutas.   Desprezíveis e sem brilho,   Pregam paz e amor,   Mas semeiam ódio e indiferença   Com uma arrogância infinita.  

A Conta da Ilusão

  Sentada à mesa da fantasia,  Busca-se o príncipe, mas não a companhia.  Alguém que surja com ilusões,  Enquanto a razão repousa em porões.    Ao sair, é o cardápio que importa,  Brilhando com promessas douradas à porta.  E no cinema? Não é a história que brilha,  Mas o bilhete que premia a maravilha.    Rosas de plástico enfeitam o chão,  Pagas com notas de pura ilusão.  Mas eis que a razão levanta a mão,  Enquanto a ilusão dança sobre a emoção.    Será o afeto o desfile dos sonhos vazios?  Se for isso, prefiro os ventos frios.  Pois é melhor a solidão sincera,  Do que um amor que a alma não espera.

Entre Abacaxi, Halls e Sorrisos

 Definitivamente, sexta-feira, depois das 18h, não é para ter vontade de tomar chá de abacaxi. Quem tiver essa vontade... É melhor deixar para outro dia. Como dizia a minha avó, vontade é algo que vem e passa. Até hoje, não consegui aplicar esse ensinamento, e foi por isso que cometi o erro de comprar abacaxi depois do expediente. A criatividade do brasileiro é algo inexplicável, otimista e transcende quase tudo, menos a falta de habilidade em votar. Um abacaxi, uma bala Halls preta e um fim de semana nos dão autoestima, melhoram nossa vida e regozijam a alma. Por isso, há uma banca de jornal vendendo Halls preta tarde da noite, próxima a um barzinho. Só acho que os barzinhos deveriam finalizar qualquer pedido feito na sexta e no sábado com abacaxi. Mas, se o seu objetivo não for aproveitar o fim de semana... é melhor não comprar. Não importa quem ou onde, sempre que alguém compra abacaxi e Halls preta nesse período, é sucesso garantido. Todos irão comentar: Hoje tem! A noite prome...

Conversando com Minh'alma

Escrevo poesia para conversar com minh'alma. Seja fúria, cólera, depressão... Seja alegria, entusiasmo, paixão... Tudo depende do momento, da inspiração: uma música, um dia bom, uma desilusão... Não há regras. Com métrica ou sem, pode ter rimas... por quê? Em verso ou em prosa, isso não importa. É o momento de estar comigo, de brincar com as letras.

O Avião Sumiu, mas o Lanche Salvou

Toda viagem tem sua história, e a minha não poderia ser diferente. O aeroporto não é exatamente um lugar rico em histórias, mas aquele dia… foi especial. Alguém acordou com uma vontade louca de fazer uma pegadinha, e deu certo. Mudar um simples portão de embarque é capaz de transformar o destino das pessoas, ou pelo menos fazê-las acreditar que mudou. Aquele aeroporto nunca mais será o mesmo. Era uma tarde ensolarada, com céu azul e um vento gostoso, típico de praia. O piloto se dirigiu ao portão de embarque e, ao chegar, percebeu que algo havia mudado: o voo seria no extremo oposto do que de costume. Ao encontrar a tripulação, trocaram algumas informações incompreensíveis e, no fim, contaram uma piada, relaxando todos. Depois da conversa, o piloto reparou que a aeronave não estava no portão. Então, ele perguntou ao atendente: • Cadê o avião? E o atendente respondeu: • Avião? Que avião? A resposta levou o piloto a outra dimensão. Como voar sem uma aeronave? Como levar aquelas p...

Cântico do Amor

  Quando te vi, No céu a iluminar, No teu doce olhar, Amor, me envolvi. És o meu cântico, A minha felicidade, O meu coração Pertence a ti. Rosa milagrosa, Fulguras em tua alma, A esperança ardorosa Que espero em ti.

Sonhos e Ilusões: A Dor da Realidade

  Vivemos para realizar nossos sonhos, Mas eles são uma lacrimosa ilusão. A dor de não tê-los É mais amena do que tê-los. Criamos um conto encantado Para fugirmos da realidade. Os sonhos são doces e confortantes, Mas a vida… É vazia, sombria e sem sentido. Uma eterna tortura. Autor: Anderson Räder