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Tormenta

  Em uma noite fugidia, Caminhava numa estrada sombria, Cultuando a agonia De um futuro que não conhecia. Parvo, amaldiçoava a vida. Duelava a verdade, Rejubilava, com ironia, a realidade. Até que um anjo bom, Que com amor me envolvia, No teu doce tom, Deste-me a alegria. A aflição que sentia, Na dor flamejante que vivia, Se dissipou, Amanhecendo um novo dia. Autor: Anderson Räder

O Estado Quebrou

  O Estado quebrou, O Estado quebrou, Dindin, por favor, Dindin, por favor. É... Os servidores ficaram doidos Sem dindin; E bateu o desespero, dos sem dinheiro, Isso é o fim. O governador, na cara dura, Não sabe o que fazer, Mas bancou obras inteiras, para empreiteiras, Isso pode valer. O Estado, desestruturado, Vive um pesadelo, Está à Bangu. Foi passando o dia, E eu, na agonia, A conta chegou. Perdi A minha casa, O meu carro, E minha mulher. Para piorar, Nem consigo troco pro metrô. O Estado quebrou, O Estado quebrou, Dindin, por favor, Dindin, por favor. Autor: Anderon Räder

Estrela Caída

  No campo risonho e verdejante, fulguras mais que a rosa exuberante, com o doce aroma que jamais senti. Estrela caída, iluminaste a minha vida, acabaste com a minha agonia, mostrando a estrada que não via. Anjo de luz, deste-me a caridade, dos teus lábios, felicidade, ao som da valsa que nos conduz. Autor: Anderson Räder

Ilusão

Oh! Maria das Dores, por que deixei-me seduzir nos seus ardores? Até quando viverei sem flores nesse mundo de pavores? Oh! Maria da Luz, por causa da ilusão caí em tentação, na dor me envolvi. Perdoai-me pelo vitupério que lancei, carrego a triste cruz que no charco me dei. Longe de ti, ando a chorar, por falta de estar com a estrela que perdi. Anjo da Luz, venha me salvar, para que juntos possamos caminhar na estrada que nos conduz. Autor: Anderson Räder

Menino de Rua

Eu, menino de rua, tenho o chão gélido como colchão, o papelão como cobertor, e a praça como abrigo. O lixo é o meu alimento, o que sobra da sua abundância é o meu banquete; quando não há sobras... Chamam-me de pivete, trombadinha; será que sou isso? Não sei dizer. Queria ser gente, poder ser visto sem medo; ter uma casa, uma família, ter um lar. Mas essa não é a minha realidade. Fui moldado pela dureza da rua, pela lei da sobrevivência. Aqui, a vida é uma batalha diária; luto contra os ratos para que não me devorem; luto para não ser molestado, pois há quem queira atear fogo em mim. Fui esquecido pela vida, abandonado por Deus. Onde Ele está? Por que fui desgraçado? Por quê? Por quê? Autor: Anderson Räder

Cântico de um Poeta

A poesia é a voz da alma em busca de sentido. Em "Cântico de um Poeta", compartilho versos que nascem da transformação — da dor à descoberta do amor, da solidão à luz. Que estas palavras alcancem quem também busca abrigo no porto das emoções. Passei uma vida com a minha alma dorida, cultuava a agonia, amor… não entendia! Até que num dia ensolarado, dos teus lábios delicados, dos teus versos iluminados, amor… te conheci! A partir de então, minha vida mudou, minha chaga cicatrizou, a dor passou. Oh, minha amada, no momento derradeiro, foste um veleiro a um náufrago em desespero. Oh, querida, a ti devo minha vida: deste-me a alegria, ensinaste-me, com sabedoria, o que antes eu não via.