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Incoerência

  É interessante a incoerência humana: anseia por um futuro melhor apenas com pensamentos positivos. E as suas atitudes não mudam? O seu complexo de superioridade não permite; é mais confortável julgar as pessoas do que ter coragem para se autoconhecer. A mudança está nos pequenos gestos, na convivência harmoniosa, com direitos e deveres. Contudo, o problema é o mundo, e sempre um erro se justifica por outro. Por isso, exige respeito, mas é incapaz de respeitar. Nem a pandemia foi capaz de comovê-lo. A sua vontade sempre prevalece; brada por direitos, mas esconde os deveres; o erro é justificado com outro erro, uma patética desculpa para nunca aprender. Nem a pandemia é capaz de comovê-lo. Autor: Anderson Räder

Mãe

  No caminho errante em que andava, Deste-me a oportunidade desejada, Mostrando-me a jornada Que antes não encontrava. Na noite sombria, No teu manto me envolvia, Com a sabedoria De uma nova alvorada. Agradeço a ti, Oh! Minha mãe querida, Com um beijo de alegria, Tudo que vivi. Autor: Anderson Räder

Dias Tristes

  O que vejo no Brasil é de entristecer: uma eterna e insana briga pelo poder. Essa tola ilusão, que é difícil de entender, virou uma obsessão que o brasileiro ama viver. Autor: Anderson Räder

Nostalgia

Lembro-me como se fosse ontem o dia em que adentrei o Gragoatá; a alegria que emanava de mim era como a de um pássaro a gorjear. Encantava-me a baía amada, enquanto caminhava contente naquele belo jardim. Ah, como era doce aquele tempo. Autor: Anderson Räder

Valsa do Dia

  A música desperta paisagens invisíveis — e às vezes, a poesia as revela em palavras. Inspirado na delicadeza de The Flower Duet de Delibes, este poema celebra a beleza do instante: o mar e o céu, o jardim e o crepúsculo, todos em dança silenciosa com a emoção que desperta um novo dia. Sol a beijar o azul do mar, ondas estourando, golfinhos festejando, bailado a encantar. Com rosa e jasmim, pássaros cantando, crianças brincando, alegria sem fim. a noite vem chegando, estrelas iluminando, a lua… jubileu. Rompe a escuridão. Num soneto de paixão, um novo dia: emoção. Num belo jardim, Na timidez do céu, Ao crepúsculo, imensidão,

Tormenta

  Em uma noite fugidia, Caminhava numa estrada sombria, Cultuando a agonia De um futuro que não conhecia. Parvo, amaldiçoava a vida. Duelava a verdade, Rejubilava, com ironia, a realidade. Até que um anjo bom, Que com amor me envolvia, No teu doce tom, Deste-me a alegria. A aflição que sentia, Na dor flamejante que vivia, Se dissipou, Amanhecendo um novo dia. Autor: Anderson Räder

O Estado Quebrou

  O Estado quebrou, O Estado quebrou, Dindin, por favor, Dindin, por favor. É... Os servidores ficaram doidos Sem dindin; E bateu o desespero, dos sem dinheiro, Isso é o fim. O governador, na cara dura, Não sabe o que fazer, Mas bancou obras inteiras, para empreiteiras, Isso pode valer. O Estado, desestruturado, Vive um pesadelo, Está à Bangu. Foi passando o dia, E eu, na agonia, A conta chegou. Perdi A minha casa, O meu carro, E minha mulher. Para piorar, Nem consigo troco pro metrô. O Estado quebrou, O Estado quebrou, Dindin, por favor, Dindin, por favor. Autor: Anderon Räder