O sacrossanto devaneio
perambula num triste nevoeiro,
semeando a intolerância por onde passa.
Ao vender a sua dádiva,
abençoa com empáfia
a crença do sobre-humano.
O dízimo é salvação,
a bem-aventurança, libertação
que rechaça o autoconhecimento.
Mais um vendilhão do templo
que se utiliza da boa-fé do seguidor
para eleger o cavaleiro do redentor.
Com um incoerente discurso de paz,
desembainha a ungida espada,
promovendo a santa guerra voraz.
Autor: Anderson Räder
Comentários
Postar um comentário