Era uma criança cheia de esperança,
Não via dificuldades em nada.
Ajudava as pessoas, doava tempo e dinheiro para projetos sociais.
Não via as pessoas como concorrentes e falava com todos, sem se importar se eram ricos ou pobres, negros ou brancos.
Tinha um coração puro.
Sonhador, estudei muito para conquistar a minha vida e contribuir para um país melhor.
Mal podia imaginar o que estava por vir.
Não, não, não, não é esse mundo que eu quero viver!
Todos os meus princípios socráticos estão destruídos.
Não há respeito, não há ética.
A vida premia o insano, o desvario, o ignominioso...
O mundo é um lugar ruim, cruel e detestável, e as pessoas são pateticamente repugnantes.
Não aguento mais essa guerra interminável que é a vida.
Qual o sentido dessas batalhas?
O que ela quer de mim?
Weltschmerz.
Autor: Anderson Räder
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