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Menino de Rua

Eu, menino de rua, tenho o chão gélido como colchão, o papelão como cobertor, e a praça como abrigo. O lixo é o meu alimento, o que sobra da sua abundância é o meu banquete; quando não há sobras... Chamam-me de pivete, trombadinha; será que sou isso? Não sei dizer. Queria ser gente, poder ser visto sem medo; ter uma casa, uma família, ter um lar. Mas essa não é a minha realidade. Fui moldado pela dureza da rua, pela lei da sobrevivência. Aqui, a vida é uma batalha diária; luto contra os ratos para que não me devorem; luto para não ser molestado, pois há quem queira atear fogo em mim. Fui esquecido pela vida, abandonado por Deus. Onde Ele está? Por que fui desgraçado? Por quê? Por quê? Autor: Anderson Räder

Cântico de um Poeta

A poesia é a voz da alma em busca de sentido. Em "Cântico de um Poeta", compartilho versos que nascem da transformação — da dor à descoberta do amor, da solidão à luz. Que estas palavras alcancem quem também busca abrigo no porto das emoções. Passei uma vida com a minha alma dorida, cultuava a agonia, amor… não entendia! Até que num dia ensolarado, dos teus lábios delicados, dos teus versos iluminados, amor… te conheci! A partir de então, minha vida mudou, minha chaga cicatrizou, a dor passou. Oh, minha amada, no momento derradeiro, foste um veleiro a um náufrago em desespero. Oh, querida, a ti devo minha vida: deste-me a alegria, ensinaste-me, com sabedoria, o que antes eu não via.